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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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"Cowspiracy" - A culpa não é das vacas

Mäyjo, 09.10.15

Um documentário a não perder: "A Conspiração das Vacas" (Cowspiracy: The Sustainability Secret), de Kip Andersen e Keegan Kuhn, 2014. Trata dos efeitos da pecuária no estado do planeta e da forma com o assunto tem sido esquecido pelas ONGA. Não, a culpa não é das vacas, apesar de:

 
«51% das emissões de gases com efeitos de estufa devem-se à pecuária. Este número assolador deve-se à desflorestação para os pastos, à respiração e a todos os excrementos produzidos pelos animais.
Isto torna a produção animal a grande responsável pelas alterações climáticas causadas pelos seres humanos. Mas, mais do que isso, descobri que criar animais para a alimentação consome 1/3 de toda a água potável do planeta, ocupa até 45% da superfície terrestre, é responsável por 91% da destruição da Amazónia, é a causa principal da extinção das espécies, das "zonas mortas" dos oceanos, e da destruição de habitats.» (Kip Andersen, extraído do filme)
 
«Os pesquisadores que se preocupam com a extinção das espécies concordam que a causa principal da extinção das espécies, a que testemunhamos, é a excessiva criação de gado e a perda de habitats promovida pela pecuária e a pesca excessiva nos oceanos.»  (Dr. Richard Oppenlander , do filme)
 
«Estamos a viver a maior extinção de espécies desde há 65 milhões de anos, as florestas têm sido destruídas a um velocidade de 4050 m2 por segundo, e a força motriz por trás de tudo é a produção animal. Desflorestar para criar pasto e cultivar soja. Soja transgénica para as vacas, porcos, galinhas e peixes de produção massiva.» (Dr. Will Tuttle, do filme)
 
«A causa principal da destruição ambiental é a produção animal.» (The Sustainability Institute, do filme)
 
Veja  A Conspiração das Vacas legendado em português aqui.
 Site: http://www.cowspiracy.com/    Trailer abaixo.


 
Artigos sobre o filme:
Observador, 5/1/2015: http://observador.pt/2015/01/05/cowspiracy-o-documentario-que-anda-a-fazer-veganos-vai-ser-exibido-em-lisboa/
Jornal i (entrevista a um dos realizadores Keegan Kuhn), 10/1/2015: http://www.ionline.pt/265264#close
Correio da Manhã (11/1/2015): http://www.cmjornal.xl.pt/domingo/detalhe/a_vida_o_futuro_e_as_vacas.html
Agenda Cultural do Governo dos Açores, maio 2015: http://www.culturacores.azores.gov.pt/agendaNovo/default.aspx?id=4698

A MAIOR EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AGRO-PECUÁRIA DE PORTUGAL

Mäyjo, 12.09.15

A maior exploração florestal e agro-pecuária de Portugal (com VÍDEO)

A Companhia das Lezírias é a maior exploração florestal e agro-pecuária do País, uma zona de pinhal bravo onde, há alguns anos, seria impossível encontrar aves como os chapins-reais. O aumento da biodiversidade chegou em 2009, com o projeto das caixas-ninho. Estas substituem as cavidades que não existem, de forma a que as espécies insectívoras que possam lá viver e ajudem os responsáveis da empresa no controlo das pragas.

Algumas das caixas são feitas a partir da cortiça do próprio montado, uma aposta na gestão sustentável dos recursos, que também tem produção integrada de vinha e arroz e mais de 8.000 hectares de pastagens em modo biológico.

Neste alinhamento ecológico, os ratos são um elemento-chave, servindo de alimento para as espécies que os investigadores querem atrair para esta região. Por isso são sempre bem vindos.

“[Hoje] estou feliz porque vi uma pegada de uma gineta, que é uma daquelas espécies que tem uns requisitos ecológicos mais restritos”, explicou ao Economia Verde Paula Gonçalves, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Mais comum na Companhia das Lezírias são as raposas, texugos e saca-rabos. “Era importante ligar essas diferentes bolsas de biodiversidade, mas também levar a que essas espécies fossem gradualmente reganhando esses territórios perdidos”, frisou Rui Alves, coordenador de produção florestas e recursos silvestres.

A Companhia das Lezírias serve ainda de local piloto de Portugal para uma investigação internacional a longo prazo – mais de 30 anos –para questões de ecologia. A empresa compreende a Lezíria de Vila Franca de Xira, a Charneca do Infantado e os Paus (Magno, Belmonte e Lavouras). Compreendida entre os rios Tejo e Sorraia, a lezíria é dividida pele Recta do Cabo (EN 10 entre Vila Franca de Xira e o Porto Alto), em Lezíria Norte e Lezíria Sul.

Veja o episódio 253 do Economia Verde.

TAMANHO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS AUMENTOU AO LONGO DOS TEMPOS

Mäyjo, 06.08.15

animaisdomesticos_SAPO

O tamanho padrão dos animais domésticos que hoje nos são familiares nem sempre foi o mesmo ao longo dos tempos. De acordo com um novo estudo da Universidade do País Basco, Espanha, os animais foram-se tornando maiores ao longo dos tempos, até atingirem o tamanho que têm hoje em dia.

O estudo, publicado no Journal of Archaeological Science, analisou dados métricos recolhidos de ossadas de animais domésticos – como a vaca, a ovelha e o porco – encontrados em achados arqueológicos por toda a Península Ibérica. No total, foram analisadas mais de 2.500 ossadas, provenientes de 41 achados, que remontam desde a época romana até à actualidade.

A análise do tamanho dos ossos dos animais domésticos revelou que estes sofreram alterações no tamanho padrão ao longo da história, dependendo dos ecossistemas em que se inseriam. “O aumento do tamanho dos animais está normalmente relacionado com melhorias do meio onde se inserem (melhores condições alimentares) ou com alterações genéticas”, indica Idoia Grau Sologestoa, investigadora principal do estudo, àSINC.

De acordo com a cientista, o maior tamanho dos animais traduziu-se numa série de vantagens económicas – maior força de tracção e mais produtividade e mais quantidade de carne.

O estudo revela ainda que nos primeiros anos depois da queda do Império Romano o tamanho dos animais não sofreu alterações significativas. Porém, entre os séculos VIII e IX, o tamanho dos animais domésticos alcançou um mínimo padrão. A partir do fim da Idade Média o tamanho foi aumentando progressivamente, especialmente o das ovelhas.

Foto: czFredie_ / Creative Commons

JAPÃO: BORRAS DE CAFÉ TRANSFORMADAS EM ALIMENTO PARA VACAS

Mäyjo, 22.06.15

Japão: borras de café transformadas em alimento para vacas

O café é o bem agrícola mais comercializado do mundo. Segundo a Organização Internacional de Café, 93,4 milhões de sacos de café foram comercializados em 2009/2010. Depois de utilizado, o conteúdo destes milhões de sacos de café – as borras – acaba em lixeira e aterros ou incineradoras, apesar de ser biodegradável.

Para resolver este problema, o Starbucks está a desenvolver um método de ponta para reciclar as borras de café no Japão. Para tal, a gigante de Seattle uniu esforços com um produtor de lentes de contacto para reutilizar as borras de café provenientes de 136 das suas lojas no Japão.

Os camiões frigoríficos da cadeia recolhem as borras das lojas e transportam-nas para um centro de distribuição. Outros camiões transportam depois as borras para um centro de reciclagem onde são convertidas e alimento para as vacas leiteiras, utilizando uma nova técnica de fermentação do ácido lácteo.

Esta nova técnica de fermentação foi desenvolvida pela Menicon, fabricante de lentes de contacto, durante experiências com novos materiais para as lentes. A técnica torna as borras de café mais nutritivas do que se fossem apenas utilizadas como composto. Posteriormente, o Starbucks alimenta as vacas com estas borras de café fermentadas.

O resultado, indica Kazuhiro Kawai, da Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade de Azabu – que também se juntou à reciclagem das borras – é um leite com uma contagem de células somáticas menores, um factor chave na qualidade do leite.

Segundo um porta-voz do Starbucks, “o feedback dos consumidores sobre o leite tem sido positivo e o leite preenche os padrões elevados que temos para todos os ingredientes”, refere o Guardian. A gigante norte-americana utiliza também algumas borras fermentadas como fertilizante para os vegetais.

Cientistas europeus querem que gado emita menos metano

Mäyjo, 04.12.14

Cientistas europeus querem que gado emita menos metano

Um consórcio de várias universidades europeias, entre as quais a Universidade de Nottingham (Inglaterra) a Universidade Católica do Sagrado Coração de Picenza (Itália) e a Agrifood Research Finland (Finlândia) está a trabalhar num projecto para tentar descobrir um tipo de animal que produza a mesma quantidade de leite mas emita menos gás natural na sua digestão.

Esta espécie de vaca de baixo metano pode estar ligada à genética e dieta do animal. “Acreditamos que a genética possa influenciar este aspecto. Mas essa ligação ainda não foi provada e estamos na fase de recolha de dados”, explicou Lorenzo Morelli, microbiólogo e director da faculdade de agricultura da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Piacenza.

Morelli acredita que o gado de baixo metano possa ser mais produtivo: “O metano é uma energia perdida, que pode ir para a produção de leite. Se conseguirmos encontrar a combinação certa, descobriremos animais que são menos poluentes, mais produtivos e mais lucrativos para seus criadores,” explicou o responsável ao Eurasia Review

Segundo Phil Garnsworthy, cientista da Universidade de Nottingham, a dieta dos animais pode ser melhorada para os levar a emitir menos metano. É também este o objectivo do consórcio, denominado RuminOmics.

O metano surge de um processo natural: as vacas comem erva, silagem e feno, digerindo estes alimentos co uma gama de micróbios dos seus estômagos e produzindo o gás através da flatulência. Este gás é 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono de um período de 100 anos.

Por outro lado, cerca de um quinto dos gases de estufa produzidos pela agricultura são directamente libertados dos estômagos das vacas e bois. Segundo o Planeta Sustentável, oRuminOmics começou uma pesquisa sobre todos os aspectos da criação dos animais, na tentativa de baixar a produção de metano sem prejuízo para a de leite.

Foto: horrapics / Creative Commons